
Recusar-se a aceitar a natureza humana significa simplesmente condenar-se a padrões fora do seu controle e a sentimentos de confusão e impotência.
Há muito do que se orgulhar em ser humano. É verdade que também há muito do que se envergonhar.
Nossas imperfeições abrem espaço para o aprimoramento e o triunfo. Ninguém nunca foi ou jamais será perfeito, e embora a vida tenha um fluxo preciso, a própria natureza tende a ser imperfeita. “O que é normal para a aranha é o caos para a mosca.”
Nosso propósito é dominar e aprimorar nossa natureza humana. Isso não pode ser feito sem honestidade . Precisamos ser honestos sobre nossas falhas e também ao corrigi-las. Como nunca seremos perfeitos, a vida consiste em conviver com esse desconforto.
Você pode ser tentado a imaginar que esse conhecimento da natureza humana seja um tanto antiquado. Afinal, você pode argumentar, somos agora tão sofisticados e tecnologicamente avançados, tão progressistas e esclarecidos; superamos nossas raízes primitivas; estamos em processo de reescrever nossa natureza.
Mas a verdade é justamente o oposto — nunca estivemos tão subjugados pela natureza humana e seu potencial destrutivo como agora. E ao ignorar esse fato, estamos brincando com fogo. Observe como a permeabilidade de nossas emoções só aumentou por meio das mídias sociais, onde os efeitos virais nos atingem continuamente e onde os líderes mais manipuladores são capazes de nos explorar e controlar.
O potencial para o caos que emana do lado primitivo de nossa natureza só aumentou. É simples: a natureza humana é mais forte do que qualquer indivíduo, qualquer instituição ou invenção tecnológica. Ela acaba moldando o que criamos para refletir a si mesma e suas raízes primitivas. Ela nos move como peões.