Há tanta loucura… muita coisa mudou nos últimos anos… O circo político continua interferindo em nosso modo de vida de maneiras que jamais imaginamos…. agarro-me na busca de respostas e maneiras de assumir o controle da minha vida, deste micro-universo… é tudo o que realmente posso fazer…. a única pedra fundamental que tenho são as pequenas coisas… hábitos, foco, limites.
Preocupar-se com tudo o mais levará por um caminho muito sombrio. Questões macro, como sistemas políticos e econômicos que trabalham contra nós, podem nos enlouquecer se nos concentramos nelas por muito tempo; nos assustam e depois nos deixam com raiva. Preocupar-se com coisas que você não pode tocar não te deixa mais informado. Te deixa infeliz. E pior, drena a energia que você realmente precisa para resolver seus próprios problemas.
Preso em um ciclo de estresse, em espirais de ansiedade; cérebro preso em um ciclo: checa as notícias, sente ansiedade, checa novamente para se sentir mais no controle, sente mais ansiedade, e repete. É o mesmo caminho neural no vício. E isso faz com que estabelecer limites pareça impossível, porque seu cérebro está convencido de que permanecer conectado significa permanecer seguro (e talvez não seja este o caso).
Assumir o controle dos seus limites muda tudo. Assumir o controle significa entender como sua vida funciona e o que você pode fazer para se proteger. Um limite é simplesmente decidir o que tem acesso a você, seu tempo, sua atenção, sua energia emocional, seu espaço mental. Sem limites, tudo passa. Todas as crises. Todas as exigências. E notícias desnecessárias. Com limites, você escolhe. Você decide o que merece uma resposta e o que deve ser ignorado.
É fundamental manter a sanidade quanto tudo ao seu redor desmorona. A preocupação torna os problemas pessoais mais difíceis de resolver. Quando seu sistema nervoso está sobrecarregado, até mesmo decisões simples parecem difíceis. Você procrastina. Você evita. E entra em um ciclo vicioso. Você não consegue absorver os problemas de todos, todas as más notícias, todas as crises, todas as decepções e ainda funcionar normalmente.
Você não pode…
Você não pode consertar as falhas do nosso sistema político.
Você não pode resolver os problemas da economia.
Você não pode fazer com que uma extensa massa de pessoas de repente se tornem mais tolerantes, racionais ou pragmáticas.
Você simplesmente não pode.
E tentar fazer isso vai te levar à loucura.
O que você pode controlar é o seu círculo de influência. Em Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, Stephen Covey divide tudo em dois círculos: o círculo da preocupação (tudo aquilo com que você se importa, mas não pode mudar) e o círculo da influência (aquilo sobre o qual você realmente pode fazer algo) .
Qual o segredo para a sanidade?
Concentre-se neste último.
Quase tudo que posso controlar inclui como reajo ao estresse, com quem passo meu tempo, a mídia que consumo, os limites que estabeleço e como falo comigo mesmo, entre outras coisas. E quando as coisas desmoronam ao meu redor, quando o mundo parece estar em chamas, eu tenho a oportunidade de defendê-lo com unhas e dentes.
Sem limites, você vive no piloto automático.
A vida acontece com você. Não para você.
Você se sente desconectado de si mesmo. E não consegue transcender o drama diário ao seu redor. Você se irrita com as pessoas que ama. Se sente culpado por se sentir mal. Se sente mal por se sentir culpado. É um ciclo vicioso.
Sua sanidade é a base; tudo o mais é construído sobre ela. Seus relacionamentos. Seu trabalho. Sua capacidade de aproveitar qualquer coisa. Quando essa base se quebra, tudo desmorona.
Você não pode controlar o que está fora do seu alcance mudar. Mas você pode se salvar. Você pode decidir o que permite entrar na sua vida. Você pode construir uma vida que pareça administrável, mesmo quando o mundo parece não ser. Você pode proteger a sua paz como se fosse a coisa mais valiosa que você possui. Porque é. Esse é o trabalho. Não é consertar tudo. Não é ter todas as respostas. É apenas aprender como a sua vida funciona e o que você precisa para protegê-la.
O filósofo estoico Marco Aurélio disse: “Você tem poder sobre sua mente — não sobre os eventos externos. Compreenda isso e você encontrará força.”
As fronteiras criam espaço. E o espaço cria significado. Quando você protege seu tempo e sua atenção, algo mais se abre. Silêncio e foco. E nesse espaço, você começa a ouvir seus próprios pensamentos novamente. Você encontra clareza para fazer o que realmente deseja. O que você está evitando. O que importa agora. É daí que vem o significado. Não de reagir a cada choque externo, mas de escolher como você se relaciona com a sua própria vida. É uma época estranha para se estar vivo, mas não precisamos deixar que essa estranheza domine nossas vidas.
Nos concentramos no que podemos tocar, no que podemos mudar e em quem podemos amar. O resto está fora do nosso círculo de influência.
Seus limites também protegem sua capacidade de pensar com clareza, de tomar boas decisões, de ser criativo, de sentir alegria e de perceber as pequenas coisas boas que ainda existem em sua vida. Os limites são a forma de proteger seu eu futuro.
As escolhas que você faz agora. Descansar ou persistir. Dizer não ou se sobrecarregar. E, claro, concentrar-se nos seus próprios microcontroles.
Não podemos simplesmente esperar que o que estamos passando agora mude. Disfunções sistêmicas levam tempo para se reequilibrar. Mas dentro do seu círculo, aquele que você controla, você pode construir algo que proteja sua clareza. Algo que o mantenha são quando tudo o mais desmoronar.